Tudo que você precisa saber sobre tratamento e cura de fobias

O medo é uma emoção comum e necessária para a sobrevivência do ser humano e tem a função de prevenção e proteção da pessoa diante de situações que representam perigo. Já a fobia nada mais é do que um medo desproporcional à realidade.

 Às vezes, o medo é tão grande que provoca intensa ansiedade e até ataques de pânico, gerando graves efeitos negativos para a vida da pessoa. A pessoa com fobia pode sentir tanto medo a ponto de evitar determinadas situações, pessoas e lugares só para não correr o risco de acabar se expondo ao que tanto temem.

Quando expostos ao objeto causador da fobia, esses indivíduos apresentam uma série de sintomas físicos: falta de ar, taquicardia, tremedeira e ataques de pânico. A fobia pode atrapalhar drasticamente a rotina do indivíduo e interferindo na sua qualidade de vida.

Assim sendo, a fobia ultrapassa o sentimento de medo natural e diretamente relacionada à problemas emocionais que necessitam de tratamento para que a qualidade do indivíduo possa ser restaurada.

 

Tipos de fobia

São incontáveis q quantidade de fobias possíveis, mas o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria classifica 500 tipos de fobias, sendo elas divididas em cinco categorias:

Ø  Fobias de animais (Zoofobia);

Ø Fobias de catástrofes e aspectos ambientais - como trovoadas, enchentes, terremotos (Catastrofobia);

Ø  Fobias a sangue, injeções ou feridas (Hematofobia);

Ø  Fobias a situações específicas, como medo de altura (acrofobia), andar de avião, andar de elevador;

Ø  Fobias sem classificação específica (medo de vomitar, de contrair uma doença, de casar, de ficar solteiro, entre outros).

 

Outros exemplos de fobias muito comuns são:

 

Agorafobia: medo de espaços abertos ou com multidões;

Aracnofobia: medo de aranhas;

Claustrofobia: medo de lugares fechados;

Fobia social: medo de pessoas e da exposição;

Glossofobia: medo de falar em público;

Monofobia: medo de ficar sozinho;

Nictofobia: medo da noite ou do escuro;

Tanatofobia: medo da morte;

 

Causa das Fobias e como surgem

Cerca de 10% da população mundial sofre com algum tipo de fobia.

Qualquer pessoa pode desenvolver fobia em algum momento da vida. Pessoas que conviveram com familiares fóbicos em sua infância têm mais predisposição ao problema.

Há estudos que indicam que a fobia possa ser genética e que, inclusive, traumas vivenciados pela mãe durante a gestação pode ser sentido pelo bebê ainda dentro do útero e este pode vir a desenvolver uma fobia relacionada àquele trauma específico sofrido pela mãe.

Passar por um evento traumático (como sofrer algum tipo de acidente) também pode desencadear em uma pessoa adulta alguma fobia relacionada àquele objeto ou situação de perigo uma vez experimentada.

 

Tratamentos mais comuns para a fobia

 

Psicoterapia

 A psicoterapia é uma avaliação psicológica que o profissional faz para compreender a causa principal da fobia que está afetando o paciente.

Essa avaliação é importante para entender qual será metodologia mais indicada ao tratamento e que pode gerar os melhores e mais rápidos resultados.

A psicoterapia é, portanto, uma prática que deve ser associada a outras técnicas, como as que serrão citadas a seguir.

 

Dessensibilização

A dessensibilização trabalha a mente do paciente para que ele se acostume à ideia de conviver com o elemento causador de sua fobia.

O principal objetivo é garantir que o paciente se sinta seguro e confortável diante da situação que lhe normalmente lhe causaria terror.

Essa técnica diminui o aspecto paralisante provocado pela fobia, além de minimizar os sintomas e reações físicas (como ansiedade, taquicardia, sudorese) comuns em pessoas que sofrem com esse problema.

 

Medicamentos

Em alguns casos, a fobia pode estar ligada a outros problemas psicológicos, como síndrome do pânico ou ansiedade. Nesses casos, o uso de medicamentos específicos pode ser indicado para controlar os sintomas que vem incomodando o paciente.

No entanto, essa não deve ser uma opção única de tratamento. De nada adianta tratar os sintomas sem tratar a causa. Por isso, o uso de medicamentos pode acabar mascarando o problema. Além disso, a prescrição de medicamentos deve ser feito por profissionais aptos para isso.

 

Hipnoterapia

A Hipnoterapia ou Hipnose Clínica é uma excelente (se não a melhor) forma de tratar o problema, pois tem como principal objetivo se comunicar com a mente inconsciente do paciente.

Trata-se de uma técnica não invasiva e sem contraindicações. Além disso, o tempo de tratamento tende a ser mais curto e, após algumas poucas sessões, já é possível ter um resultado satisfatório.

A técnica além de permitir descobrir em que momento da vida do paciente se encontra a causa da fobia, auxilia também na dissociação. A dissociação ajuda o paciente a fazer associações diferentes a respeito do evento traumático ou do objeto que lhe causa a fobia. Acessando a mente inconsciente do paciente, essa técnica permite a transmissão de informações que alteram o comportamento comum do medo, levando a pessoa a adotar uma atitude mais positiva diante da situação que gerava a fobia.

 

Curiosidade da Hipnoterapia

Um exemplo de sucesso é o de Stephen Paul Adler, presidente do ACT Institute, que com décadas de experiência em prática clínica e em hipnose já tratou vários executivos que sofriam com a aerofobia.

 

Conclusão:

Cada caso dependerá da avaliação do profissional que definirá qual a combinação de tratamentos devem ser adotados a fim de obter o melhor resultado para o paciente.

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