Relacionamento: Três fatores que tornam impossível a comunicação

Diz-se frequentemente que uma comunicação forte está no centro de um relacionamento sólido.

É sensato imaginar que, quando duas pessoas realmente se gostam, estão dispostas a ouvir as lutas e histórias uma da outra e a responder com interesse e compaixão. Mas, muitas vezes, outros elementos estão em jogo que impedem uma troca suave entre casais. Por um lado, as pessoas são criaturas emocionais. Todos nos machucamos, desconfiamos e ficamos frustrados mais do que gostaríamos. Por causa de como aprendemos a processar e a nos adaptar às experiências emocionais, nossas respostas às situações atuais geralmente se baseiam em ocorrências passadas. Embora possa parecer às vezes um ato de autodefesa, princípio ou mesmo sobrevivência psicológica, o envolvimento nessas técnicas apenas nos leva a ficar cada vez mais alienados e afastados daqueles que desejamos manter por perto. Para alcançar verdadeira intimidade, integridade e amor duradouro em um relacionamento, é preciso prestar atenção em três fatores que tornam a comunicação impossível:

Intimidação

Uma das técnicas mais eficazes que os casais usam para manipular, controlar e punir um ao outro é a intimidação. Muitos casais relatam que os comportamentos pelos quais são mais intimidados não são os que são evidentes e agressivos, mas os sutis e secretos que os deixam sentindo-se culpados e responsáveis ​​pela infelicidade do parceiro. Durante uma conversa, em que um parceiro responde por ser infeliz, odioso ou autodestrutivo, é praticamente impossível para o outro parceiro não se submeter. A conversa acabou; o parceiro intimidador venceu.

A verdade é que os dois membros do casal sofreram derrotas desastrosas. O dicionário diz que intimidar "implica redução para um estado em que o espírito está quebrado ou toda a coragem é perdida". Isso certamente define o estado emocional do parceiro que tem medo de se submeter. Mas o custo para a pessoa intimidadora também é alto. Quando empregamos intimidação, consciente ou inconscientemente, devemos perder nossa autonomia, deixando nosso espírito quebrado e a coragem perdida. Nesses momentos, estamos inclinados a nos sentir críticos em relação ao nosso parceiro por sua fraqueza em se submeter a nós e em nós mesmos por agir de maneira manipuladora.

Estilos parentais ou infantis de comunicação

É importante observar as maneiras pelas quais você pode estar se comunicando a partir de uma postura infantil ou parental. Quer gostemos ou não, desenvolvemos nossas habilidades de comunicação nas famílias em que crescemos. Embora tentemos nos relacionar de maneira diferente, é fácil cair em nossos velhos padrões familiares e negativos. A comunicação infantil pode envolver adiar e enviar, procurar direção ou definição, ser servil ou subserviente, buscar aprovação ou crítica. A comunicação dos pais pode envolver dirigir e dominar, ser condescendente e agressiva, agindo de forma crítica. Nenhuma dessas qualidades tem um lugar na comunicação entre dois adultos independentes em um relacionamento igual. Ao se comunicar, lembre-se de não assumir papéis antigos e familiares, como o pai reprovador ou o filho rebelde. Essas não são representações verdadeiras de quem você é ou quem é seu parceiro. Ao falar um com o outro, sejam respeitoso entre si.

Comunicação não verbal

A comunicação não verbal refere-se a como a linguagem corporal de uma pessoa contribui para o processo de comunicação de sentimentos e reações. A comunicação não verbal não precisa ser vista como uma forma negativa de comunicação. Pelo contrário, pode ser muito útil para tentar entender o que uma pessoa está dizendo.

Às vezes, o que uma pessoa diz não coincide com o que está se comunicando de maneira não verbal. Essas mensagens mistas geralmente causam confusão. Nesse caso, você deve reconhecer as duas mensagens, mesmo que elas entrem em conflito. Depois, você pode decidir qual deles comunica com mais precisão o que a pessoa está pensando ou sentindo. Muitas vezes, a mensagem não verbal é mais verdadeira.

Nos relacionamentos de casal, os parceiros geralmente dão mensagens confusas. Pode-se dizer "eu te amo" enquanto age com indiferença e sem afetividade. Muitas vezes podemos declarar interesse e preocupação com nossos parceiros, mas sempre que nossos parceiros falam sobre si mesmos, interrompemos ou nos distraímos. Preste atenção ao que suas ações estão dizendo. Faça suas ações e palavras coincidirem. Em outras palavras, seja sincero em como você se comunica verbalmente e não verbalmente.

Edcarlos Bezerra - Treinador de Pessoas

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